Bispos da Diocese de Miranda

D. Turíbio Lopes – 1545 a 1554

D. Rodrigo de Carvalho – 1555 a 1559

D. Julião D’ Alva – 1560 a 1570

Natural de uma localidade perto de Madrid, veio para Portugal na qualidade de confessor da rainha D. Catarina.

«Determinou em testamento que toda a prata da sua casa, que era muita,  se convertesse em moeda e fosse distribuída pelos pobres».

D. António Pinheiro – 1575 a 1579

D. Jerónimo de Meneses – 1581 a 1592

Este Bispo de Miranda era «irmão e filho de embaixadores».

Foi reitor da Universidade de Coimbra.

 

D. Manuel de Seabra – 1593 a 1595

D. Diogo de Sousa – 1599 a 1608

D. José de Melo – 1609 a 1611

D. Jerónimo Teixeira Cabral – 1611 a 1614

D. João da Gama – 1615 a 1617

D. Frei Francisco Pereira – 1618 a 1621

Em 1556 os cónegos eram de opinião que a sede da diocese deveria ser Bragança, Em 1620, D. Frei Francisco Pereira, 11º. 

Bispo de Miranda (1 de Outubro de 1618 a 7 de Janeiro de 1621) com o conhecimento do rei Espanhol, trata dos preliminares da mudança, não se concretizando por sua morte prematura.

D. Frei João de Valadares – 1621 a 1627

D. Jorge de Melo – 1628 a 1636

D. André Furtado de Mendonça – 1672 a 1676

Reitor da Universidade de Coimbra até 1673.

Jubilado e aclamado por          D. João IV na cidade de Miranda no dia 21 de Julho  de 1676.

D. Frei José de Lencastre – 1677 a 1681

D. Frei Lourenço de Castro – 1681 a 1684

Nasceu em Lisboa e foi eminente nas letras e no púlpito.

Tentou sempre com grande entusiasmo a sua formação e vivência dominicana, diz-se que prezava tanto o hábito da Ordem dos pregadores que sem embargo da dignidade episcopal, o conservou durante toda a vida.

D. Frei António de Santa Maria – 1685 a 1688

Usou um báculo de pau ao tomar posse, é que a fábrica da Sé consumia todo o rendimento.

D. Manuel de Moura Manuel – 1689 a 1699

D. João Franco de Oliveira – 1701 a 1715

Brasão da cabeceira da cama

D. João de Sousa Carvalho – 1716 a 1737

Houve bispos, que vendo a pobreza da catedral, adquiriram alfaias necessárias ao culto, que a dotou com um pálio de damasco, galhetas, paramentos, vasos para comunhão, etc…

Granito. Leitura epigráfica: AQUI JAZ O IIL.Mº SR D. JOÃO DE SOUZA CARV XX BISPO DE MIRANDA  GOVERNOU XXI ANNOS MORREO A XV DE AGº 1737

D. Diogo Marques Morato – 1739 a 1749

21º. Bispo de Miranda, 11 de Fevereiro de 1739 a 29 de Dezembro de 1749, também manifestou vontade de transferir a diocese para Bragança, visto Miranda sob o ponto de vista geográfico, não ser um local central, além disso Bragança era terra de ares mais saudáveis, climas menos rigorosos e melhores águas.

Foi um dos mais notáveis vultos da cultura do seu tempo, pois, além de ser Doutor em Filosofia pela Universidade de Évora e em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu a magistratura em Lamego, sendo desembargador da mesa do despacho Eclesiástico.

D. Frei João da Cruz – 1750 a 1756

22º. Bispo de Miranda, 6 de Março de 1750 a 20 

de Setembro de 1756, também manifestou vontade de transferir a diocese para Bragança, visto Miranda sob o ponto de vista geográfico, não ser um local central, além disso Bragança era terra de ares mais saudáveis, climas menos rigorosos e melhores águas.

Filho de gente nobre, foi carmelita descalço e ocupou sempre altos cargos.

Em 1741 foi nomeado bispo do Rio de Janeiro.

D. Frei Aleixo de Miranda Henriques O de triste memória – 1758 a 1770

Brasão de Frei Aleixo de Miranda Henriques
Arca dos Santos Óleos

Foi D. Frei Aleixo o 23º. Bispo de Miranda, onde chegou a 21 de Novembro de 1758, fazendo a sua entrada solene a 25.

Natural de Lisboa, nomeado bispo de Miranda em 16 de Maio de 1758 é transferido de Bragança para a Sé do Porto em 1770, onde morreu a 21 de Maio do ano seguinte.

Declarada a guerra a Portugal pela Espanha, a praça de Miranda é cercada pelo exercito invasor sob o comando do marquês de Sárria, a 8 de Maio, uma violenta explosão casual de 1.500 arrobas de pólvora, que se encontravam nos paióis, destrói o castelo, deixando a guarnição sem possibilidade de resistência. Tomada Miranda, Moncorvo, Bragança e Chaves rendem-se, sem combate ao inimigo.

Miranda era a sede da diocese. A derrocada militar foi o pretexto que serviu a D. Frei Aleixo para se mudar para; Bragança.

Segundo o Historiador, Abade de Baçal «D. Aleixo movido de sinistros intentos se mudou para Bragança com o cabido e auditório arruinando a sua mãe a Santa Sé levando-lhe todo o móvel precioso que tinha e roubando a prata da confraria unicamente para destruir esta cidade, gabando-se no púlpito de Bragança – que um Miranda destruiria Miranda – do que resultou ser malquisto do povo e causa de muitas demandas injustas, destruidor dos bens da mitra que deveria gastar com os pobres.

Tem nesta Sé o seu sepulcro que mandou fazer na capela de Nossa Senhora do Rosário. Foi mal não lhe servir para evitar os danos que causou a este bispado.

Não levou a Sé por ela não ter rodas.

A D. Frei Aleixo se devem as grades de ferro da capela do Santíssimo Sacramento, mandadas fazer e ali colocadas em 1760, encimadas pelo escudo e pelas suas armas.

D. Manuel de Vasconcelos Pereira – 1771 a 1773

24º. Bispo de Miranda, era natural de Moledo, concelho de Castro de Aire, graduado em cânones pela Universidade de Coimbra e deputado do Santo Ofício em Évora. 

Tomou posse por procuração em 16 de Maio de 1771. 

A sua entrada em Miranda foi só em 18 de Novembro, esperando o prelado em Lisboa que os militares abandonassem o paço, convertido em quartel desde que D. Frei Aleixo se mudara para Bragança. Tendo vagado a Sé  de Lamego por morte do seu prelado é D. Manuel de Vasconcelos Pereira para  ali transferido em 10 de Novembro de 1772, tomando posse por procuração em 29 de Setembro do ano seguinte.

D. Miguel António Barreto de Menezes – 1773 a 1780

Como D. Frei Aleixo deixou a Sé despida, D. Miguel António Barreto de Menezes escrevendo a El-Rei D. José, no dia 8 de Julho de 1777, a pedir que se mandasse à catedral de Miranda todos os paramentos, alfaias e tudo o mais que era da mesma catedral, pois ficara quase despida de tudo