Tradições

Tradições

Festa dos Rapazes em Constatim – Dezembro

Enquadra-se nos ritos de passagem das festas  Solestícias de Inverno com destaque para: O Carocho em Constatim; A Velha em Vila Chá da  Braciosa. 

Fogueira Comunitária

No dia 24 de Dezembro a mocidade (rapazes solteiros) fazem a recolha de lenha para a fogueira da missa do galo da cidade de Miranda.

Serões de Inverno

Cantares dos Reis – Os casamentos de Carnaval, em quase todas as Aldeias do Concelho.

Enterro do Morto – Oferta e Cantares dos Ramos, representação do Teatro Popular – Colóquios.

Folclore

As famosas danças dos Pauliteiros de Miranda são uma vaga reminiscência das danças pírricas dos guerreiros da Grécia antiga. Imprevista, variada e colorida, a coreografia exige grande destreza dos dançarinos. É, na verdade, uma dança essencialmente guerreira e a sua origem não é certamente nova. Ela é tão velha como o Homem na Península Ibérica. Em mangas de camisa oito homens rudes trazem flores nos chapéus de largas abas, nas costas e nos ombros, encanastrados, fitas de várias cores berrantes. Cada uma representa uma flor: a vermelha, uma rosa, a azul, uma violeta, a branca, uma açucena e a amarela representa o rei. Em cada mão um pau grosso como cabo de martelo, curto como batuta. Avançam, como se caminhassem em campo vasto, à frente de um
exército e a dança rompe num arranco de corações em fogo.

Artesanato

Trabalhos em madeira, verga e ferro forjado – Os trabalhos são feitos por artesãos, fazendo-se miniaturas de arados, rocas, carros de bois e outros objectos tradicionais da zona.

Facas de Palaçoulo – facas maravilhosas, em vários formatos para uso culinário. Para além de que um Transmontano típico traz sempre este acessório como se mais uma peça de roupa se tratasse.

Colchas e tapetes em lã e linho 

Através dos tempos as mulheres aprenderam a transformar a lã dos rebanhos em cobertores, 
meias, capuchas e tapetes. As suas mãos experientes, teciam, bordavam e moldavam cestos e chapéus de palha e vime. Aos homens estiveram sempre reservadas as tarefas mais duras, as matérias mais rudes. A latoaria, a olaria, a tanoaria, a correaria, a tamancaria ocupavam as horas e os dias do homem do Douro ao mesmo tempo pastor e agricultor. Nas aldeias e vilas, as casas, as pontes, as calçadas são feitas de granito e xisto moldado por gerações de habitantes que perpetuaram na história os seus saberes e artes.

Capa de Honras – Feita de burel, ricamente bordada, com capuz e uma espécie de pala nas costas, claramente inspirada na  liturgia capa de asperges gótica, e que é invergada por homens importantes.

Raças Tradicionais

A raça bovina mirandesa é a mais notável de Portugal pelas suas aptidões de trabalho, de engorda e de reprodução, e ainda por ser a que apresenta exemplares mais finos, elegantes e bem proporcionados em todos os seus membros. O boi mirandês de raça fina deve ter segundo se diz na região: 

três pequenos – cabeça, testa e agulha;

três grandes – meleneira, pelindrengues e estriga de rabo;

três curtos – focinho, pescoço e perna;

três largos – tromba, nuca e «nalgas»;

e três direitos – espinhaço, cana do nariz e perna.

Burro mirandês – O burro mirandês é uma raça com características singulares que se encontra em vias de extinção, restam apenas cerca de mil exemplares. Isto levou a que a União Europeia (UE) a  considere raça protegida. Actualmente está a ser utilizado na terapia de crianças com problemas especiais. A experiência desenvolvida numa aldeia de Miranda do Douro começa a dar frutos,   principalmente no que toca à relação dos mais novos com o exterior. As características do Burro de Miranda são em resumo:

Altura elevada superando os 1,35 cm ao garrote;

Extremidades do corpo muito grande, com cabeça volumosa, orelhas grandes e fortes, cascos amplos e uma cauda longa;

Pelagem castanha escura, com gradações mais claras nos costados e face interior do tronco, branca no focinho e contorno dos olhos;

Pêlo abundante, comprido e grosso, aumentando em extensão e abundância nos custados, face, orelhas e extremidades dos membros. Crinas abundantes.

Carácter tranquilo, dócil e de grande força de tracção.

Gaita de foles (Gaita de fuôlhes)

Instrumento tradicional de riquíssimas tradições, que emerge da mais ancestral tradição musical mirandesa. Trata-se de um instrumento de sopro típico desta região que tem um fole feito, tradicionalmente, de pele de cabra.